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Quem ganhou as eleições norte americanas?

20 de novembro de 2020 em Coluna - Comente

Confesso que não me lembro de ter visto tanta gente apreensiva com o resultado eleitoral norte americano como neste ano de 2020. Mal entendemos os cálculos eleitorais brasileiros e passamos a fazer contas dos delegados para que o número de 270 fosse ultrapassado e tudo fosse definido. Enfim houve uma definição e devemos refletir sobre as consequências do resultado. Primeiro tivemos nos últimos anos algumas pessoas negando a importância da ciência para a humanidade a ponto de questionarem sobre a forma da Terra, a eficácia das vacinas e a descrença no aquecimento global. Estas pessoas conseguiram ajudar a eleger Donald Trump e outros políticos pelo mundo afora que seguem a mesma linha do empresário.

Defensores de que o nosso planeta seria plano como um disco de vinil devem ter feito cientistas como Newton, Kepler e Einstein revirarem-se em suas catacumbas. As grandes navegações, os fusos-horários e observações do espaço já são o suficiente para rebater os terraplanistas. Já as vacinas são substâncias compostas vírus ou bactérias, vivos ou mortos, ou seus derivados que tem o papel de estimular o sistema imune a produzir anticorpos que atuam contra os agentes patogênicos causadores de infecções. Não tomar as vacinas indicadas pelos médicos em determinados períodos ou situações da vida pode ser fatal.

Vivenciando cada vez mais as alterações climáticas nunca antes registradas pela humanidade com regiões já em situação de estiagem ou de seca e portadoras de comprometimento agrícola, negar que algo está acontecendo não parece ser uma atitude sensata. Evidentemente lembramos sempre que o planeta passou por períodos de extremo calor e frio, porém as nossas ações tem acelerado consideravelmente o aquecimento global.

Mas e o tema das eleições norte americanas? Muitos destes negacionistas ganharam força com a eleição de Trump. Com esta derrota já estabelecida, o planeta ganha pelo menos a esperança de que dias melhores virão com a revisão das mais de 70 leis ambientais revogadas pelo atual presidente e com o esperado retorno dos Estados Unidos para o Acordo de Paris.

Por: Raphael Rolim de Moura – Biólogo, Especialista em Gestão e Planejamento Ambiental, Mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento. Professor universitário e atualmente ocupa Diretoria na Comec

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